quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Manuel Maria Carrilho regressou a Lamego para apresentar a sua obra literária


"Por duas ocasiões a vida de Manuel Maria Carrilho, antigo ministro da Cultura, cruzou-se com a cidade de Lamego: em 1966, durante uma “curta estadia” no Colégio Beneditino de Lamego teve os “primeiros contactos com a filosofia” – “foram meses que me mudaram muito” – recorda e, bastante mais tarde, enquanto governante ao impulsionar a primeira “tentativa de requalificação” do Teatro Ribeiro Conceição, um imóvel na época votado ao abandono. O destino quis que fosse nesta casa, a mais bela sala de espetáculos da região duriense, que apresentasse a sua mais recente obra literária – Pensar o Mundo -, na companhia da mulher, a apresentadora Bárbara Guimarães. “Fiquei sempre muito ligado a esta evocação. É com prazer que se revisitam estas memórias”, confessa. Publicado pela Grácio Editor, Pensar o Mundo reúne e apresenta, em sequência cronológica, os vinte livros publicados por Carrilho no decurso das últimas três décadas (1982-2012). Uma obra marcada pela abordagem dos grandes temas e problemas da contemporaneidade, fundamental no panorama do pensamento e da cultura portuguesas. Um autor conhecido, não só pela originalidade das suas ideias filosóficas, como também pela sua ligação à política e à cultura: “A política é assumir valores e desígnios para o país, sufragados pelas pessoas”. Após conhecer o resultado final da intervenção que a Câmara Municipal de Lamego efetuou no Teatro Ribeiro Conceição, Manuel Maria Carrilho recorda que na época em que tutelava a Cultura defendia que o Interior do país devia ser dotado de equipamentos públicos de excelência: “Fico contente por esta apresentação decorrer num espaço que tem a ver com estas ambições”. Ao seu lado, Francisco Lopes partilhou desta satisfação e deixou vários elogios ao autor: “Enquanto ministro da Cultura, deixou uma marca indelével na gestão cultural do nosso país e, por isso, devemos-lhe algo pela forma como tentou requalificar este teatro”. “Com ele, ficou a convicção que a Cultura é património de todos”, enaltece."
20 de Novembro de 2012

Fonte: www.cm-lamego.pt

Douro presta homenagem a mestre do modernismo natural da Penajóia

 
 

"O Teatro Ribeiro Conceição abriu as portas para prestar uma justa homenagem ao artista lamecense Fernando Correia Dias, pioneiro no modernismo gráfico em Portugal e no Brasil e um dos primeiros artistas do nosso país a assumir-se como designer polifacetado. No ano em que se celebra o 120º aniversário do seu nascimento, a Câmara Municipal de Lamego, em parceria com diversas outras instituições, promoveu um conjunto de realizações que pretende recuperar do esquecimento a obra genial e marcante deste “poeta do traço”, natural da freguesia da Penajóia. Na noite de 10 de novembro, a mais bela sala de espetáculos da região duriense acolheu a apresentação pública do livro “Correia Dias, esquecido e inesquecível. Artista de Portugal e do Brasil”, da autoria de Arnaldo Saraiva, no âmbito do projeto Douro Cultural desenvolvido pela Douro Alliance – Eixo Urbano do Douro. A noite terminou com a atuação memorável do Grupo de Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, cidade que viu romper a atividade artística de Correia Dias no início do século XX. Dedicando-se, sobretudo, às artes do papel, revolucionou o universo do design gráfico e da ilustração explorando os mais variados géneros artísticos. Antes, o programa de homenagem ao artista lamecense arrancou com a abertura ao público da exposição “Correia Dias, um Pioneiro do Modernismo”, no último dia de outubro, no Salão Nobre do Teatro Ribeiro Conceição. Por este espaço, têm passado muitos curiosos que desejam apreciar as reproduções e originais do valioso espólio deixado pelo artista e desvendar de perto a história da sua vida dedicada às artes gráficas, partilhada entre Portugal e Brasil. Esta mostra segue agora em itinerância pelas cidades de Peso da Régua e Vila Real, em dezembro e janeiro, levando as obras deste mestre do modernismo carioca numa viagem pelo Eixo Urbano Douro Alliance."
14 de Novembro de 2012

Fonte: www.cm-lamego.com

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ministra da Agricultura vai no sábado à vindima



"A ministra da Agricultura participa numa vindima, no sábado, durante uma visita à região demarcada que vai ser aproveitada pelos viticultores para reivindicarem apoios ao Governo que colmatem os prejuízos provocados pelo granizo.
Assunção Cristas vai à vindima à Quinta dos Poços, em Lamego, para ver aquela que é a maior festa do Douro e que culmina um ano inteiro de trabalho na vinha.
A governante segue depois para a Adega de Vila Real, uma das poucas que tem as contas em dia na mais antiga região demarcada do mundo.
A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO) quer aproveitar esta visita oficial para alertar a ministra para os problemas vividos na viticultura duriense.
Para o efeito, solicitou um encontro com Assunção Cristas para o próximo sábado, essencialmente para voltar a reclamar medidas concretas de apoio aos viticultores afetados pelas intempéries deste ano.
O granizo e o vento forte provocaram elevados prejuízos em vinhas e pomares da Região Demarcada do Douro. O mau tempo fez-se sentir em maio e em julho.
Os produtores reivindicam, entre outras medidas, um “apoio financeiro a fundo perdido” para colmatar os estragos causados pelas intempéries.
O Governo já anunciou que pretende ajudar os viticultores afetados através da atribuição de apoio financeiro aos agroquímicos, utilizados para o tratamento das videiras após a intempérie.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT), até 16 de agosto declararam prejuízos 256 viticultores, correspondendo a uma área de 817 hectares espalhados pelos concelhos de Sabrosa, Alijó, Murça, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa.
Mas esta é mais uma vindima de dificuldades para o Douro. Para além dos prejuízos com as intempéries, as quebras de rendimentos, principalmente dos médios produtores, tiveram como consequência que se recorra cada vez menos à contratação de trabalhadores agrícolas.
A AVIDOURO quer ainda questionar a ministra da Agricultura acerca das medidas que o ministério e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) têm previstas para assegurar a entrega das uvas dos viticultores recentemente atingidos pelas falências e insolvências de empresas e adegas cooperativas da região.
O diretor da Adega de Vila Real, Jaime Borges, referiu recentemente que “dezenas de viticultores pedem diariamente para entregarem as uvas desta vindima” nesta cooperativa, que vai ser também visitada pela ministra.
Assunção Cristas é a segunda representante do Governo a passar pela adega de Vila Real no espaço de um mês."
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

Fonte: www.ionline.pt

AF de Viseu: Sporting de Lamego com futebol sénior em risco





"Sporting de Lamego à deriva pode abrir mais uma vaga no campeonato distrital de futebol sénior da divisão de honra.
Depois da desistência do Silgueiros e do Vale de Açores, surge agora a possibilidade dos “leões” lamecenses abdicarem da participação na principal prova distrital."

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Estado tem mais de 27 mil veículos

"No final do ano passado, tinham em média 13 anos de idade e mais de 100 mil quilómetros de serviço.

O parque automóvel do Estado no final de 2011 era composto por 27.692 veículos, menos 658 que no ano anterior, uma redução de 2,3%.

Segundo um relatório da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), o número de veículos do Estado caiu pelo segundo ano consecutivo: em 2010, tinha-se reduzido 1,5% face ao ano anterior (não há números disponíveis para antes de 2009).

Estes valores podem não ser completamente exactos. O relatório da ANCP nota que, “nas reuniões bilaterais com os organismos” do Estado, se concluiu que há veículos “não inventariados” e outros que ainda são contabilizados embora “o seu abate já tenha sido efectuado”.

No ano passado o Estado adquiriu 529 novos veículos. Deste total, 175 novos automóveis e motociclos foram comprados por adjudicação, “sendo que, destes, apenas 131 foram entregues pelos fornecedores” ainda durante 2011. Os restantes 44 entraram ao serviço já este ano.

Os veículos do Estado tinham no final do ano passado, em média, 13 anos de idade e mais de 100 mil quilómetros de serviço.

SIS com 144 veículos de serviço. Primeiro-ministro com 33  Os veículos do Estado estão atribuídos na sua maioria a polícias e militares, mas há centenas de outros serviços com carros públicos, incluindo o Serviço de Informações de Segurança (144 veículos) ou o gabinete do primeiro-ministro (33).

O ministro cujo gabinete tem mais veículos é o da Defesa (12); a ministra com menos veículos é a da Agricultura (dois). O representante da República para a Madeira tem oito veículos ao seu dispor; o representante para os Açores tem apenas um.

A maior parte destes veículos públicos está com forças de segurança: 41,2% da frota em serviços do Ministério da Administração Interna, 16,9% no Ministério da Defesa.

Só um outro ministério detém mais de 10% do total de veículos: o da Agricultura (3.569 veículos, 12,9% do total). O serviço com mais veículos é o comando-geral da GNR (5.790), seguido da direcção nacional da PSP (4.109).

Entre as dez entidades com mais veículos encontram-se ainda o Exército, a Polícia Judiciária, a Protecção Civil, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Marinha.

A lista da Agência Nacional de Compras Públicas não inclui todos os veículos afectos a instituições públicas. O relatório abarca apenas o subsector Estado, grosso modo, as partes da administração pública directamente dependentes do Governo central.

Não aparecem na lista, por exemplo, órgãos de soberania como a presidência ou a Assembleia da República, instituições independentes como o Banco de Portugal, nem órgãos regionais ou locais."

Fonte: http://www.rclamego.pt